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Oncologista: primeiros sinais de câncer, quando procurar e como funciona o diagnóstico precoce

Blog da saúde

26 de fevereiro de 2026

A dúvida sobre procurar ou não um oncologista é comum quando surgem sintomas persistentes ou alterações no corpo. 

Nódulos ou mudanças que não desaparecem podem gerar preocupação. Por isso, conhecer os principais sinais e entender quando buscar avaliação médica é importante e pode contribuir para um tratamento mais eficaz, quando necessário. 

Entender o papel do oncologista, identificar sinais de alerta e saber como funciona o diagnóstico são atitudes que fortalecem o cuidado com você e sua família. A seguir, veja orientações práticas para cuidar da sua saúde com segurança. 

O que faz o oncologista e quando procurar um? 

O oncologista é o médico especializado no diagnóstico, tratamento e acompanhamento do câncer. A oncologia é a área da medicina dedicada a essa condição, desde a prevenção e o rastreamento até o tratamento e o seguimento após a terapia. 

Esse profissional coordena o cuidado e orienta decisões importantes em cada etapa, sempre de forma individualizada. 

Áreas de atuação da oncologia 

O tratamento do câncer exige diferentes abordagens. Por isso, a oncologia se organiza em especialidades que atuam de forma integrada. Cada área tem um papel específico, mas todas trabalham juntas para oferecer o cuidado mais completo: 

  • Oncologia clínica: trata com medicamentos, como quimioterapia, imunoterapia e terapias-alvo. 

  • Oncologia cirúrgica: realiza cirurgias para remover tumores e fazer biópsias. 

  • Radioterapia: aplica radiação direcionada para destruir células cancerígenas. 

  • Onco-hematologia: cuida dos cânceres do sangue, como leucemias e linfomas. 

Em muitos casos, será necessário mais de um especialista trabalhando em conjunto para oferecer os cuidados adequados ao paciente. 

7 sinais do corpo que podem indicar câncer 

Nem sempre é simples diferenciais sintomas comuns de sinais que merecem atenção especial, mas um dos principais indícios é a persistência. Quando um sintoma não melhora ou piora ao longo das semanas, pode indicar a necessidade de avaliação médica.  

Os sintomas abaixo precisam de avaliação médica quando persistem por mais de 3 semanas: 

  1. Perda de peso involuntária: mais de 5% do peso corporal em até 6 meses, sem dieta ou mudança de hábitos. 

  1. Febre recorrente: febre que vai e volta por mais de duas semanas, sem causa identificada. 

  1. Fadiga extrema: cansaço que não melhora com repouso e interfere nas atividades diárias. 

  1. Dor persistente: dor localizada que dura mais de 4 semanas e não responde a analgésicos comuns. 

  1. Mudanças na pele: as feridas que não cicatrizam em 3 semanas, pintas que mudam de cor ou formato, manchas escuras que crescem. 

  1. Sangramento atípico: sangue nas fezes, urina, tosse ou sangramento vaginal fora do período menstrual. 

  1. Nódulos ou caroços: nódulos palpáveis por mais de duas semanas, especialmente quando endurecidos ou fixos. 

Quando o médico encaminha para o oncologista? 

O encaminhamento para o oncologista significa que é preciso fazer uma investigação mais aprofundada. Seu médico toma essa decisão baseado em sinais clínicos ou resultados de exames que indicam a necessidade de avaliação especializada. O encaminhamento acontece quando: 

  • Exames de rotina mostram alterações suspeitas. 

  • Sintomas persistem após tratamentos iniciais. 

  • Há histórico familiar de câncer em parentes de primeiro grau, especialmente antes dos 50 anos. 

  • Biópsias ou exames de imagem identificam massas ou alterações que precisam de avaliação. 

Quais são os tipos de câncer mais comuns? 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os tipos mais frequentes incluem tumores sólidos, como câncer de mama, próstata, intestino, pulmão e estômago. 

Também são comuns o câncer de pele (melanoma e não melanoma) e os tumores ginecológicos, que afetam o colo do útero, o ovário e o endométrio. 

A oncologia também trata cânceres do sangue, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo. Esses tipos atingem a medula óssea e o sistema sanguíneo e podem exigir acompanhamento especializado em onco-hematologia. 

 

Nem todo tumor é câncer 

  • Tumor benigno: cresce lentamente, não invade tecidos vizinhos e, em geral, não se espalha e não representa riscos. 

  • Tumor maligno (câncer): pode crescer rapidamente, invade tecidos próximos, pode se disseminar para outros órgãos (metástase) e exige tratamento especializado. 

A escolha do tratamento considera o tipo de câncer, estágio da doença, características moleculares do tumor e condição geral de saúde do paciente. 

Como funciona o diagnóstico de câncer? 

O diagnóstico de câncer geralmente acontece em etapas. Primeiro, um médico identifica os sinais suspeitos durante consultas de rotina ou ao investigar sintomas.  

Em seguida, o paciente é encaminhado ao oncologista para investigação aprofundada, que pode incluir exames de imagem e biópsia. 

Quem detecta o câncer primeiro? 

Muitos casos são inicialmente identificados por médicos de família, ginecologistas, urologistas, dermatologistas ou gastroenterologistas. 

Esses profissionais realizam exames de rotina ou avaliam sintomas relatados. Quando encontram alterações suspeitas, encaminham para avaliação com o oncologista. 

Exames que detectam câncer precocemente 

Os exames de rastreamento são ferramentas importantes para identificar o câncer antes do aparecimento de sintomas. Os principais são: 

Mamografia: indicada anualmente para mulheres a partir dos 40 anos, detecta o câncer de mama em fase inicial. 

Papanicolau: indicado para mulheres de 25 a 64 anos. Deve ser feito anualmente nos dois primeiros exames e, se ambos forem normais, passa a ser realizado a cada três anos, para detectar lesões precursoras do câncer de colo do útero. 

Colonoscopia: recomendada a partir dos 45 anos, com repetição a cada 10 anos quando o resultado é normal, para detectar pólipos e câncer de intestino. 

PSA e toque retal: indicados para homens a partir dos 50 anos, ou aos 45 anos quando há histórico familiar da doença. Esses exames auxiliam no rastreamento do câncer de próstata. 

Essas são indicações do Ministério da Saúde, mas a recomendação e a frequência dos exames podem variar de acordo com a orientação de um profissional de saúde, considerando o perfil individual de cada paciente. 

A biópsia é segura? Mitos e verdades 

Um mito comum é que a biópsia pode espalhar o câncer. Não há evidência científica que sustente essa afirmação. 

A biópsia consiste na retirada de uma pequena amostra de tecido para análise em laboratório por um médico patologista. Esse exame confirma ou descarta o diagnóstico e ajuda a definir as características do tumor e seu tipo, quando presente. 

Essas informações são fundamentais para definir o melhor tratamento para cada caso. 

O que acontece na primeira consulta com oncologista? 

A primeira consulta com o oncologista costuma durar entre 40 e 60 minutos. Nela, o médico avalia histórico de saúde, antecedentes familiares, hábitos de vida e sintomas do paciente. 

Ele também realiza exame físico e revisa exames já feitos. Se necessário, pode solicitar novos exames para esclarecer o diagnóstico e começar a planejar os próximos passos. 

Opções de tratamento coordenadas pelo oncologista 

O oncologista coordena diferentes especialistas e modalidades terapêuticas, de acordo com o estágio e tipo da doença.  

Entre as principais opções estão: 

  • Cirurgia: remove o tumor. 

  • Quimioterapia: utiliza medicamentos para destruir células cancerígenas. 

  • Radioterapia: usa radiação para atingir células doentes. 

  • Imunoterapia: estimula o sistema imunológico a combater o câncer. 

  • Terapias-alvo: atuam em características específicas das células tumorais. 

Durante o tratamento, o acompanhamento é regular, para monitorar a resposta do tumor e possíveis efeitos colaterais.  

Sintomas como náuseas, fadiga ou queda de cabelo são controlados com medicação, e o médico pode ajustar doses quando para equilibrar eficácia e qualidade de vida. 

A importância do diagnóstico precoce 

Detectar o câncer em estágio inicial pode fazer toda a diferença entre um tratamento curativo e um tratamento paliativo.  

De modo geral, quanto mais cedo a doença é descoberta, maiores as chances de cura e menor a agressividade do tratamento. 

Diferença na sobrevida por estágio 

Os dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam as diferenças significativas nas taxas de sobrevida conforme o estágio do diagnóstico: 

  • Estágio I: tumores pequenos e localizados apresentam, em muitos casos, taxas de sobrevida em cinco anos superiores a 90%. 

  • Estágios II e III: quando há maior extensão local, as taxas variam conforme o tipo de câncer. 

  • Estágio IV: presença de metástases pode reduzir as taxas de sobrevida, embora existam tratamentos capazes de controlar a doença em muitos casos. 

Os números também variam conforme o tipo de câncer e as características individuais. 

Como fazer o rastreamento adequado? 

Manter os exames de rastreamento em dia é uma das formas mais eficazes de detectar o câncer em fase inicial, quando as chances de cura são maiores. Cada tipo de exame tem uma idade recomendada para início e uma frequência específica: 

  • A partir dos 25 anos: Papanicolau a cada 3 anos para mulheres. 

  • A partir dos 40 anos: Mamografia anual para mulheres e exame de pele anual. 

  • A partir dos 45 anos: Colonoscopia a cada 10 anos. 

  • A partir dos 50 anos: PSA + toque retal anual para homens. 

Quem tem histórico familiar deve iniciar os exames 10 anos antes da idade em que o parente recebeu o diagnóstico. 

Converse com seu médico sobre a possibilidade de realizar o rastreamento com mais frequência ou avaliar a necessidade de testes genéticos. 

Cuidados após o tratamento 

O fim do tratamento ativo não significa o fim do acompanhamento com o oncologista. 

O seguimento é importante para monitorar possíveis sinais de recidiva (retorno da doença) e identificar efeitos tardios do tratamento, como alterações hormonais, fadiga persistente ou mudanças na função de órgãos. 

Frequência das consultas de seguimento 

O cronograma de acompanhamento costuma ser mais intenso nos primeiros anos, quando o risco de recidiva (retorno da doença) tende a ser maior, e diminui gradualmente com o tempo: 

Primeiros 2 anos: consultas a cada 3 meses, com exames de imagem conforme protocolo. 

Do 3º ao 5º ano: consultas a cada 6 meses, com exames menos frequentes. 

Após 5 anos: consultas anuais, com foco na prevenção de novos cânceres. 

É importante destacar que esse cronograma é uma estimativa geral. A frequência das consultas e dos exames pode variar conforme o tipo de câncer, o estágio inicial da doença e as condições de saúde de cada pessoa.  

A definição do acompanhamento deve sempre seguir a conduta médica individualizada. 

Cuidados para reduzir risco de recidiva 

Alguns hábitos podem contribuir para a saúde geral após o tratamento: 

  • Praticar atividade física regularmente. 

  • Manter alimentação equilibrada. 

  • Evitar tabagismo. 

  • Reduzir consumo de álcool. 

  • Manter peso adequado. 

A recuperação e possíveis mudanças de hábitos devem envolver o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar: 

  • Oncologista: monitora a recuperação, avalia exames de controle e acompanha possíveis sinais de recidiva. 

  • Psicólogo: oferece apoio no período pós-tratamento, auxiliando com sintomas psíquicos e medo de retorno da doença. 

  • Nutricionista: orienta a alimentação para favorecer a recuperação, manter o peso adequado e apoiar a saúde geral. 

  • Fisioterapeuta: atua na reabilitação, ajudando a recuperar mobilidade, força e funcionalidade, quando necessário. 

  • Assistente social: orienta sobre direitos, benefícios e acesso a serviços de apoio. 

Proteja sua saúde com acompanhamento especializado 

Cuidar da saúde é um ato de prevenção que começa muito antes de qualquer sintoma aparecer. O acompanhamento oncológico não serve apenas para quem já tem diagnóstico, ele também orienta sobre riscos, rastreamento adequado e hábitos que protegem você. 

Quando agendar uma avaliação? 

A dúvida sobre quando procurar um oncologista é comum e normal. O importante é não deixar que o medo impeça você de buscar orientação. Uma avaliação especializada traz clareza e segurança, mesmo que no final não haja diagnóstico de câncer. Busque orientação se você: 

  • Apresenta sintomas que persistem por mais de 3 semanas, sem melhora. 

  • Tem histórico familiar de câncer, especialmente em parentes de primeiro grau. 

  • Está na faixa etária recomendada para iniciar exames de rastreamento. 

  • Recebeu resultados de exames de rotina com alterações que precisam de investigação. 

Saúde oncológica precisa de acompanhamento e prevenção contínuos 

O cuidado com a saúde começa antes de um diagnóstico. Ele envolve acompanhamento regular, hábitos saudáveis, atenção aos sinais do corpo e realização de exames de rastreamento, especialmente para quem tem histórico familiar de câncer. 

Ter acesso a uma rede de saúde estruturada, com profissionais qualificados e suporte multiprofissional, contribui para que o cuidado seja mais simples. Além de proporcionar decisões mais seguras desde a prevenção até o acompanhamento após o tratamento. 

Na Hapvida, você conta com atendimento de qualidade, especialistas qualificados, hospitais tecnológicos e centros diagnósticos para apoiar cada etapa da sua saúde. 

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